fevereiro 02, 2005

A história do Mãozinhas

Este foi um exercicio feito hoje, para as aulas de criatividade do curso de Design.

O desafio era, de uma lista de 170 conceitos coloridos que na aula nos conseguimos lembrar, escolher 25, e criar uma história, ou uma noticia que conseguisse encaixar todos eles.

Os conceitos escolhidos foram:

Dia Cinzento
Fio de Prata
Dente de Ouro
Vinho Verde
Cabelo Ruivo
Elefante Branco
Vinho Branco
Mateus Rose
Homens de Preto
Paginas Amarelas
Azul Petroleo
Cerveja Preta
Pato c/ Laranja
Táxi Amarelo
A coisa está preta
Tubarão Branco
Olhos Verdes
Roxo de frio
Verde Alface
Luz Negra
Bata Branca
branco que nem cal
Pantera Negra
Vermelho de raiva
Galinha de ovos de Ouro

Massa cinzenta

E a história que criei foi a seguinte:

A culpa tinha sido da mulher de cabelos ruivos, cujos olhos verdes faziam qualquer dia cinzento parecer um dia de sol. Sem sitio para onde ir, Mãozinhas dirigiu-se à taberna mais próxima para esquecer todo o mal por que tinha passado. A coisa está preta dizia, enquanto se enfrascava com tudo o que houvesse para beber. Ele foi cerveja preta, vinho branco, vinho verde, até mesmo Mateus Rosé, que não gostava muito por ser cor-de-rosa. Mas naquele dia, estava decidido a perder os sentidos. A certa altura, o empregado perguntou-lhe... Então caro senhor, mas por que é que a coisa está preta??
Pois é meu amigo... É uma longa história!
Antigamente, eu era um tubarão branco, o predador acima dos predadores... hoje em dia, não passo de um simples pato c/ laranja. E tudo por causa do jogo. Vendi tudo o que tinha... Das minhas mais queridas posses, o meu fio de prata que pertencia ao meu pai, e até ao mais pessoal, o meu dente de ouro eu vendi... Sim, porque o resto, já o vendi há muito tempo... Nesses dias, era dono do Elefante Branco.
Bem, há algum tempo atrás, estava eu no Casino, quando apareceu uma mulher como eu nunca tinha visto! Misteriosa, sensual, toda ela emanava sexo... Os seus movimentos lembravam uma pantera negra. Chamava-se Jessica. Convenceu-me a apostar tudo o que tinha... E eu ganhei fortunas ao principio.. ela tornou-se na minha galinha de ovos de ouro. Mas sabe como é o jogo.. A casa nunca perde.. E acabei por perder tudo. Depois de eu já não ter um tostão, a Jessica desapareceu...
Procurei-a por todo o lado, li as páginas amarelas de uma ponta à outra, mas nada encontrei. Ao menos que me pudesse agarrar a qualquer coisa!
Enquanto andava perdido da vida, certo dia vejo passar um Jaguar azul petróleo, e para meu espanto, com ela lá dentro. Estava com dois homens de preto no carro. Fiquei vermelho de raiva. Decidi segui-los. Chamei um táxi amarelo, e segui-os até uma casa que era de um verde-alface berrante.
Decidi esperar pelo anoitecer...
Já a altas horas da manhã notei que haviam alguns homens de bata branca que se passeavam nas divisões. Achei tudo aquilo muito estranho. Trabalhavam sobre uma luz negra, como se andassem a falsificar coisas... Por essa altura já estava roxo de frio, e decidi que voltaria no dia a seguir.
Bem, no dia seguinte, voltei e decidi entrar pela porta da frente. Quando percebi o que era fiquei branco que nem cal. Tratava-se de um departamento da judiciária.
Puxei pela massa cinzenta, e percebi que a tal Jessica só poderia ser da Policia, e que eu andava a ser investigado.. Sabe que o Elefante Branco não é só o que parece.. Toda a alta sociedade corrupta por lá se passeia. Mas por ironia do destino, no meio da investigação, deixei de ser o dono. Por isso estou pobre, mas sem ligações ao mundo do crime.
No fundo, podia ser pior... Podia estar preso neste momento.


JQuirino Júnior

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