março 15, 2007

ANGUILLA E O RAIO VERDE


O Jorge tinha toda a razão quando me dizia que este era um dos sítios onde se podia ver um pôr-do-sol fantástico! Valeu a pena esperar por ele, porque no final, naquele instante antes de desaparecer por completo, vi pela primeira vez o mítico raio verde!!! Há anos que o persigo em todo o pôr-do-sol, mas só agora é que consegui! O Henrique que estava a meu lado também o viu!

março 12, 2007

HEINEKEN REGATTA - A LOUCURA DO 2º DIA





Durante a 2ª regata, só deu para tirar estas fotos, o resto foi sempre a abrir! Uma pequena pausa nesta popa que chegou a tocar os 9,2 nós.
Depois da chegada, foi a tortura de saber os resultados do dia...Saíram todas as classes menos a nossa. Mais cerveja, menos cerveja e nada...Foi pior do que um parto! Fizemos até espera junto ao contentor da organização...A ansiedade não era muita, mas estávamos em pulgas para saber se tinhamos ficado em 1ºs ou não!
Quando o delegado da organização saíu com a folha dos resultados, ficámos logo a saber que tínhamos motivo para ir celebrar num jantar regado a bom vinho...
Tinhamos ganho a 2ª regata, embora nos tivessem subido o ratting...agora a pressão estava toda do nosso lado! Fazíamos contas e mais contas e chegámos à conclusão que na terceira não podíamos ficar abaixo do quarto ou quinto se queríamos ganhar a regata. isto já para não falar que o rating estava sempre a subir! Mas a noite era de comemoração, e honrámos os pergaminhos do Infinito!

HEINEKEN REGATTA - O CONTENTAMENTO DO 1ºDIA



Íamos com a fezada de estar entre os quatro primeiros, depois dos tempos corrigidos. Mas o dedo do Jorge apontou para o topo da tabela e lá estava o INFINITO em 1º lugar! Com tanto contentamento alguém se ofereceu para tirar a foto da tripulação!
A saber, da esq. p/ a dir. Fr. Figueira, Fr. Albino, J. Quirino, Jorge Lopes (SK), Henrique Bonnet

HEINEKEN REGATTA DE SONHO







INFINITO a caminho da vitória na primeira regata! Até se pode sentir o vento a soprar entre os 17 e os 25 nós...Durante os três dias de regata foi a constante.

fevereiro 17, 2007

BERLENGAS 2007 - POSTER "QUASE OFICIAL"


No correio, a caminho de Aveiro, da AVELA e do João Veiga, viaja o Poster oficial do XII Cruzeiro à Berlenga, denominado BERLENGAS 2007.

Após o amável convite para este ano ser eu a desenhar o poster oficial, demorei cerca de 1/4 de segundo para aceitar, o tempo necessário para a resposta ir até ao satélite e voltar para o portátil do João Veiga.

Depois de passar pelas fases do costume, "desta vez é que não consigo", ou "para que é que fui aceitar isto" ou ainda, "me and my big mouth", lá cheguei ao objecto gráfico que me satisfez, aquele de que eu não me importaria de ter desenhado! Digo isto, porque sempre que dou por acabada qualquer concepção gráfica, penso sempre que foi "outro" que fez aquilo...Manias...


Só depois da aprovação oficial da AVELA, é que será deontológicamente correcto publicar o poster final, No entanto não resisto a colocar um cheirinho dele...

OLD BLOGGER, NEW BLOGGER

Pois é, também chegou a minha hora de mudar endereços e coisas mais para o New Blogger. Estou farto de ir às páginas dos caríssimos amigos que ainda têm a pachorra de passar por aqui, e não tenho conseguido fazer comentários. Há sempre qualquer coisa que falha! Sejam pacientes e tolerantes por favor! eu pelo meu lado estou na fase de sair e entrar de novo...

fevereiro 14, 2007

HEINEKEN REGATTA


Este é o mapa da ilha de St.Martin com os percursos das regatas dos dias 1 a 4 de Março. Se tudo correr bem, estarei por lá a participar na dita cuja...!!! Faz favor de ficarem cheios de verdinveja!

dezembro 18, 2006

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO



Passou-me pela cabeça a idéia mirabolante de que a Sailor Girl é uma personagem inventada por uma Tríade obscura, ou por uma Sociedade Secreta do tipo do Código Da Vinci, por forma a humanizar um desígnio secreto e obscuro relacionado com o mar.
Se calhar, no início houve uma Sailor Girl, mas depois com o sucesso do blog Atlântico Azul, a verdadeira Sailor Girl foi raptada por membros dessa Sociedade Secreta, embora nos façam crer que tudo é como dantes. Mas não, senão vejamos: - É humanamente impossível ter uma quantidade tal de posts diários, já para não falar das fotos e poemas, por vezes em tradução bilingue, e ultimamente a discreta, mas insistente, dedicação à causa monárquica, misturada com estratégias do governo para o desenvolvimento da náutica nacional...

Experimentem ir ao Atlântico Azul e a sensação é demais. Até nos falta o ar...

Vão por mim, ali há marosca...Queremos a Sailor Girl de volta!!! Se todos levantarmos a nossa voz, talvez haja esperança que ela volte, não como o D. Sebastião num dia de nevoeiro, mas como a nossa querida, simpática e simples Sailor Girl.

Não acredito em Teorias da Conspiração, mas que “eles” andam por aí, andam!

dezembro 12, 2006

TRAVESSIA EM SOLITÁRIO - ETAPAS


Embora o Jorge Lopes já tenha atravessado o Atlântico por mais de uma vez, fê-lo sempre acompanhado, inclusive com o Manuel Martins no Casvic, do Brasil para a Cidade do Cabo, desta vez efectuou a travessia do Atlântico em três etapas e em solitário.

A primeira foi Lisboa/Porto Santo, a segunda foi Porto Santo/Lanzarote e a terceira, Lanzarote/Martinica.

Qualquer delas foi diferente, como se pode ler nos e-mails que a seguir transcrevo e que resumem, e muito, a travessia em solitário.

Quando lhe perguntei, Jorge, porquê atravessar o Atlântico em solitário? A resposta foi breve e sucinta, Porque está lá à minha espera!

1ª etapa – Lisboa /Porto Santo

Cheguei a Porto Santo Sábado de manhã. Não foi a melhor viagem da minha vida, mas .. como cá cheguei, o resto depressa se esquece. Aliás esta é a grande característica do mar. Quando está mau pensamos que tão depressa não voltamos, mas depois... quando chegamos a um porto e vemos as águas calmas, pensamos que talvez tenhamos exagerado e que da próxima vez o mar não vai estar tão mau. É uma relação de amor e falsas promessas...

Por alguma razão todos os povos latinos tratam o mar no feminino. Só os Portugueses acreditam que ele ( LA Mare) merece ser tratado no masculino.

Para a história ficam 74 horas de viagem, 36 horas de vento entre os 35 / 38 nós, um barco que não sabe ou não quer andar a menos de 6 nós, uma capuchana rasgada, uma bóia de ferradura arrancada, um armário da proa descolado, um barco demasiado largo para cozinhar e 3 rolos de massa chinesa comidos em 3 dias.

De qualquer maneira acredito que a 1ª etapa é sempre a mais difícil.

2ª Etapa Porto Santo/Lanzarote

A viagem de Porto Santo à Madeira correu normalmente.Na Madeira vi os progressos do Alberto João. Fiquei com a sensação que não foram os madeirenses que arquitectaram as melhorias...Difícil, difícil, é encontrar uma livraria na Madeira...comprar um jornal...

Confesso que chegar a Lanzarote foi como receber uma lufada de ar fresco. Não há árvores mas está tudo tão arrumado, as casas estão todas juntas e são todas iguais, brancas com janelas verdes, o resto é paisagem lunar castanha ,turismo qb e sol, sol e céu azul o dia todo .A viagem não podia ser mais tranquila, 12 a 17 nós de vento pela alheta.

Continuo a ter de reparar a capuchana e o motor fora de bordo. Ainda não consegui por a funcionar o piloto de vento e se quero fazer uma travessia rápida preciso que ele funcione. Tenho medo de apertar com o piloto eléctrico.

3ª Etapa Lanzarote/Martinica

Vinte e dois dias e algumas horas durou a viagem. Média de 5 nós, o que não é brilhante, mas o grande responsável é o Pedro Gomes.Pedi-lhe ventos de 50 nós ,de preferência pela proa e tudo o que ele me arranjou foi ventos de 10 nós pela popa. Ao 11ºdia a média era de 98 milhas dia!

Vá lá, tinha apanhado um atum de 1,5 metros.

Faltava mais emoção nesta 1ª parte, assim resolvi começar a por o spi. 1 º o simétrico. Ao fim do dia estava todo rasgado.
2º dia pus o assimétrico, mas tirei-o à noite. Ao 3º dia, pus de novo o assimétrico mas resolvi não o baixar à noite . Fui dormir com o comando do piloto na mão. Tudo correu bem até às 4 horas da manhã, altura em que decidi levantar-me.

O rumo não era o melhor, arribei e ai estava o barco a fazer 8,5 nós no bom rumo. Ao fim de 10 minutos o "almirante"(piloto automático) distraiu-se e o spi embrulhou-se no estai da proa...


Imediatamente agarrei o leme, mas era tarde de mais...tentei baixar a manga...nada, tentei soltar a adriça ...nada. Tempo de meditar...Sensação curiosa...de fato de banho, noite escura , lâmpada de mineiro na testa a meio do Atlântico, a 2000 milhas das Caraíbas...Humildade, humildade...por onde andavas tu ?


Nos restantes 11 dias e depois de uma longa conversa com o Pedro ele lá me pôs na auto-estrada dos alísios e a média subiu para 150 milhas dia de VMG.


O último dia de viagem começou com um aguaceiro ao nascer do sol, 35 nós de vento e chuva, chuva com uma força impressionante, parecia que estava debaixo de uma cascata. Mais uma vez o almirante comportou-se irrepreensivelmente. Às 11 horas parou a chuva .À hora do almoço estava sol, faço os contactos habituais e ...pouco depois fico sem piloto.

Faltam 100 milhas!!...vai ser difícil chegar amanhã de manhã...o moral ressente-se, tento pôr o piloto de vento mas estão 8 nós e ele não se aguenta. Só resta uma solução. Visto pela 1ª vez o fato de mar e preparo-me para só largar o leme quando faltarem 75 milhas.Mas, ao leme pensa-se muito...desligo toda a electrónica. Quando a volto a ligar os repetidores do mastro, que desde manhã, após a carga de água ,deixaram de funcionar começam a buzinar, estão em curto-circuito.

Falo com o grande Mago Francisco Gomes que me diz para desligar os aparelhos. Corto o cabo e...como se tivesse libertado de um tumor maligno o grande almirante volta a funcionar. O moral dispara, a garrafa de Porto ressente-se...
São 11horas no Le Marin na Martinica e eu estou a fazer peões em frente ao cais de espera para poder desembarcar...


Mal acosto os autocnes ficam impressionados com o rabo de atum pendurado à popa do "Infinito".

-Tu l'a péché sur unne épave ?!-Je l'ai péché au milieu de l'Atlantique.